28.3.14

Movimento negro 'pret a porter'

Grupo de negros no Rio de Janeiro: novas formas do movimento negro

É irônico, justo e inteligente que um grupo de amigos se mobilize, não, para provar que o racismo exista - considero que muitos já passaram dessa fase de reconhecimento do óbvio! - mas que, ele pode ser, também, confrontado de forma crítica, criativa e divertida e (talvez) construtiva. Porque, essa manifestação didatiza as suas formas e mostra os espaços de exclusão de negros e com isso adverte a sociedade para as suas desigualdades e dilemas.

É um rolezinho padrão classe média, é uma tática de luta política que serve para denunciar e marcar num espaço de elite - um shopping de luxo - um efeito  simbólico de inclusão.

Não muda nada, mas, ajuda a denunciar, faz pensar que os negros, também querem ter renda e mobilidade mediante oportunidades iguais ou através de cotas, para usufruírem de lugares de prestígio.

É um movimento negro no sentido de um fluxo que corre, mesmo que nas margens de um sistema capitalista e racista e que aponta que a represa - contenção do desejo de mobilidade social ou ainda, menos exclusão e mais inclusão - pode, se não romper o dique, transbordar seus limites.

Leia a reportagem do rolezinho 'pret a porter' no link.

5.10.13

Negras e gordas em vez de modelos brancas e magras

No mundo da moda o que vale é chocar a platéia e a mídia especializada para que o lançamento da coleção tenha espaço e crie fantasias de consumo.

Cena do desfile de Owens com integrantes do grupo de dança Stomp

O estilista californiano Rick Owens lançou sua coleção de primavera 2014 no Semana de Moda de Paris tendo em lugar de modelos brancas e magras um grupo de dançarinas de maioria negra do Stomp.
Sem dúvida, abalou geral, emocionando e chocando a platéia ao colocar na passarelas  corpos que estão mais próximos aos das mulheres reais do que os das mulheres cabides tradicionalmente usadas para desfilar as coleções de moda.