8.10.09

Cabelos crespos alisados: imagem do sucesso

O bate-papo da apresentadora Oprah Winfrey com o comediante Chris Rock é uma crônica da história dos cabelos crespos alisados como símbolo da ascensão social e do sucesso dos negros na sociedade contemporânea.





 




Eu não gosto do tipo de humor que o Chris Rock faz usando caretas e expressões abobalhadas para tornar engraçadas falas depreciativas sem as devidas referências críticas que fariam uma piada inteligente (glosa) e não esta grosseria como ele faz quando - veja o vídeo - associou as tranças da menina Oprah com uma condição escrava.
"Oprah Winfrey conta que já sofreu com seu cabelo
A difícil relação com os cabelos não é exclusividade de brasileiras, tampouco das pessoas comuns. Toda-poderosa da TV americana, Oprah Winfrey revelou em seu programa que já sofre um bocado com seus fios. No episódio que o GNT exibe nesta quinta, 8, ela recebe o comediante Chris Rock, que fez um documentário sobre cabelos de mulheres negras. No encontro, Oprah relembrou seu cabelo no passado e mostrou fotos."


Fonte: GNT
Agradecimentos a Roseane pela dica

6 comentários:

Anônimo disse...

Se vc ñ gosta do que ve no espelho e quer mudar é uma, opção sua e ñ é negar alguma coisa ou algo as vezes a pessoa quer mudar, as mulheres brancas também alisam os cabelos.

Simone

Roseane, disse...

Cabelo é ema questäo delicada. Pergunte a uma pessoa careca, a quem tem o cabelo volumoso, ou fino, ou crespo, liso, branco...cabelo é vaidade, para muita gente, foi a forca de Sansäo...esse vídeo mosta várias leituras, depende de como se enxerga, desde o preconceito, o humor negro de negros, a questäo da auto estima, ascencäo social e insercäo na sociedade...sei lá.
Tem de tudo. Eu retribuo o agradecimento Ricardo. Bom final de semana!!!

Anônimo disse...

sabe, eu gosto muito do seriado "todo mundo odeia o Chris", mas tb penso que o Chris Rock consegui resolver seus problemas fazendo humor das situacoes desgradaveis que viveu (ou ainda vive quando está sozinho). Esta discussao me lembra alguns tipos filiados ao Movimento Negro exigindo que as meninas trancem os cabelhos e os meninos saibam tocar tambores e jogar capoeira...

Paulo Victor disse...

Vc acha mesmo que o Cris Rock, que faz caretas e interjeições com piadas super inteligentes, pois provocam a cabeça de negros e brancos nos EUA, ia estar mesmo fazendo piadinhas sem inteligencia sobre o cabelo e o fato de ter chamado a Oprah de escrava? Primeiro, a foto é preto-e-branco. Segundo: o vestidinho de algodão. Terceiro e nao menos importante: ela é negra! SEM CABELO ALISADO. É claro que isto poderia ser dito, que ela parecia uma escrava! Lá nos EUA as pessoas negras sao tão auto-conscientes, que os filmes que tratam da tematica e dilemas da identidade negra sao sucesso de bilheteria (como o filme do Cris Rock), e lá eles são capazes de fazer piadas sobre a tematica racial (os negros) e são capazes de entender que são piadas e trazem sim a reflexão sobre a condição de negro naquele país.

Ja aqui em terras tupiniquins, estamos longe de sermos tão auto-conscientes e tao capazes de nos perceber enquanto negros.

Ou voces esqueceram que aqui no Brasil além de ser terminantemente proibido usar um black power ou um dread, pois logo as pessoas na rua vão puxar e te olhar mais estranho do que ja olham, vc é tambem impulsionado a nao se perceber e buscar o padrao da estetica mais branca?
Lá a consciencia racial, no meu ver, é tão maior que eles podem se permitir brincar com o passado histórico. Coisa que aqui no Brasil nem sabemos direito como foi!
Lá é um país aqui é outro. Duas sociedades distintas.

Fernanda Laura disse...

Recentemente escutei um comentário que vale a pena postar: Alisar o cabelo não é o problema, o problema é alisar as ideias... Pensem nisso.

Simone Mendonça disse...

A questão racial ainda é bastante polêmica. O Movimento Negro prega a padronização estética dos negros, como forma de mostrar uma pseudo-politização do povo negro.
Acredito que o negro contemporâneo precisa superar algumas questões e promover a transformação social através da Educação, se inserindo nos mais diversos campos: Educação, Medicina, Comunicação, Política, etc.
De nada adiantará padronizar os negros e eles continuarem lotando os presídios, as sinaleiras e as cozinhas dos brancos.
Hoje, somos livres. Temos a opção de escolha. O negro já foi julgado demais por sua aparência. É hora de se desarmar contra a forma de pentear ou usar os cabelos e se armas contra as imposições.