8.5.10

Milton Gonçalves, o Presidente negro do Brasil

O filme Segurança Nacional estreiou hoje nas telas dos cinemas brasileiros tem como roteiro uma conspiração de narcotraficantes que tentarão explodir o Sistema de Vigilância da Amazônia - Sivam que intercepta seus aviões de transporte de drogas. O filme de como diretor Roberto Carminati e é protagonizado por Thiago Lacerda e outros nomes conhecidos das telenovelas da Globo, aliás o próprio diretor do flme também dirigiu as novelas América e Caminho das Índias. As comparações entre o que estamos acostumados a ver na telinha e agora poderemos ver na telona são inevitáveis!


Mas o que chama atenção é extra filme e foi o Extra On Line que puxou o texto que dá sentido ao que vou comentar. Milton Gonçalves interpreta um Presidente negro e entrevistado por seu papel no filme como um o ator responde ao jornal:
"— Acho que não vou viver para ver um presidente negro no Brasil. Não tenho esta esperança. Vivemos num país de alienados. Além do mais, nós negros não estamos unidos neste sentido. Basta ver nas assembleias, prefeituras e câmaras municipais, somos sempre minoria — diz Milton Gonçalves, que em 1994 foi candidato ao governo do Rio, mas teve apenas 4,5% dos votos."
Em seguida exprime uma pontinha de esperança: 
"— Porque não podemos ter um presidente negro? Somos 47% da população brasileira. Quem sabe este filme não causa uma revolução na cabeça das pessoas!"
Até aí tudo bem, os negros conscientes são uma minoria desunida diante do jogo político-eleitoral com candidatos que inspiram pouca confiança ou sem força suficiente para implementarem medidas que transformassem a condição de vida da maioria negra. Mas o que chama a atenção é quando Milton Gonçalves num devaneio aponta quais seriam as primeiras medidas que tomaria caso fosse de fato o Presidente negro do Brasil:
"— A primeira coisa seria enviar para o Congresso um ato exterminando a imoralidade do país. Depois iria restaurar o ensino no Brasil. Por último ia mudar o código penal e acabar com essa história de fingir que prende, que julga. A Justiça e a polícia teriam que trabalhar e funcionar de verdade."
Só como devaneio ou demagogia de palanque eleitoral um candidato a Presidência da República elegeria como primeiras medidas estas apontadas por Milton Gonçalves que demonstram a sua falta de sintonia não só com o movimento negro mas com a maiora negra. A não ser pela questão educacional as demais medidas tem um viés moralista e elitista que não atingem o eixo das desigualdades sociais e o racismo que em grande parte as mantém.  Ao contrário, temos de triste memória Jânio Quadros e Fernado Collor dois ex-presidentes que tiveram forte apelo moralista em sua plataformas eleitorais e mostraram-se incompetentes e corruptos causadores de graves crises por falta de apoio político.
Não!, de um candidato assim ou de ou presidente moralista nós não precisamos, poupe-nos!
Quanto ao ator Milton Nascimento, é dez! 
O filme, bem, ainda não vi, mas a crítica detestou por preconceito aos chavões com o cinema americano. Quem sabe com um grande saco de pipocas nas mãos?

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