15.9.11

Leila Lopes de Angola eleita Miss Universo 2011

A eleição da nova Miss Universo de 2011 a angolana Leila Lopes em concurso realizado no Brasil (maior país de população descendentes de africanos no mundo) coincide como as comemorações do Ano Internacional para os Afrodescendentes instituído pela Nações Unidas. Esta escolha seria uma aplicação plausível da idéia do 'politicamente correto' em dimensões globais. E que serviria também para atualizar o concurso que é de certa forma considerado algo 'fora de moda' pela superexposição com que a idéia de beleza feminina adquiriu ao mesmo tempo em que é questionada como arbitrária e excludentes da diversidade dos padrões de beleza.
 Leila Lopes de Angola a nova Miss Universo 2011 

Antes da representante angolana apenas um país da África, Botswana em 1999 elegeu com Mpule Kwelagobea uma Miss Universo negra.

 Mpule Kwelagobe de Botswana, a primeira Miss Universo negra e africana em 1999

Por outro lado, o que se pode destacar hoje além da escolha de uma jovem negra  africana como a nova Miss Universo? As manifestações racistas que surgiram na internet com a eleição de Leila Lopes ganharam um destaque sombrio pela visibilidade adquirem na rede. Nos blogs e na redes sociais os comentários racistas também mantém atual o tema na cena política internacional e no Brasil e talvez (?) apenas surpreendem os ingênuos que creem no diz aquele (não ingênuo) conservador executivo midiático da TV Globo Ali Kamel - autor de "Não somos racistas". Tais manifestações quando denunciadas recebem como sempre de seus autores a justificativa de que foram mal interpretados ou que não era bem aquilo que queriam dizer e seguem impunes como evidências do racismo brasileiro um país de maioria afrodescendente dominado por uma elite branca que se mantém relutante na tomada de medidas mais eficientes contra sua prática.


Nenhum comentário: