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Iemanjá, Rainha do mar - Salve, Odò Ìyá

O  culto a Iemanjá nas praias do Rio de Janeiro foi considerado patrimônio cultural da cidade mediante decreto do Prefeito em 29 de dezembro de 2011.

Representação de Iemanjá negra por Caribé

Iemanjá é como narra o texto abaixo um dos orixás africanos cultuados no Brasil trazidos durante a escravidão e que por força do sincretismo religioso adquiriu a representação de uma imagem feminina branca. 

Esta representação de Iemanjá como uma mulher branca é talvez a mais antiga já feita encontrada em todas as casa de artigos religiosos afrobrasileiros

Iemanjá

Deusa da nação de Egbé, nação Ioruba onde existe o rio Yemojá (Iemanjá).

No Brasil, rainha das águas e mares. Orixá muito respeitada e cultuada, é tida como mãe de quase todos os Orixás.
Por isso a ela também pertence a fecundidade.

Em todos os lugares, no dia 2 de fevereiro ou no ano novo fazem-se homenagens a grande mãe Iemanjá, A protetora dos pescadores e jangadeiros.

O ARQUÉTIPO DOS FILHOS DE IEMANJÁ

As pessoas de Iemanjá são sérias e impetuosas, dominam a todos e fazem-se respeitar. Dificilmente perdoam os erros dos semelhantes. Gostam de testar as pessoas.

Seu temperamento é muito difícil, são bravas, nervosas, mas possuem um coração grandioso, são dedicados aos parentes e amigos, preocupam-se com os outros e consigo. Gostam de coisas luxuosas. São honestas, gostam da casa e da família, são ótimas esposas, mães ou pais.

LENDA

Iemanjá era filha de Olokum, deus (em Benim) ou deusa (em Ifé) do mar. Iemanjá foi casada com Orumila, deus da adivinhação mais tarde casou com Olofin, Rei de Ifé, com quem teve dez filhos, que correspondem aos Orixás.
Iemanjá foge em direção a oeste, pois se cansara de Ifé. Olokum lhe dera uma garrafa contendo um preparado para usar se precisasse, ela deveria quebrar somente em caso de extremo perigo.

Iemanjá foi viver no entardecer da terra, no oeste Olofin Odùduà, Rei de Ifé, põe todo o seu exército a procura de sua mulher. Iemanjá, cercada, resolve quebrar a garrafa conforme lhe foi dito. No mesmo instante criou-se um rio levando Iemanjá para Okun, o oceano, lugar onde vive Olokun.

Por isso Iemanjá é representada na imagem com grandes seios, simbolizando a maternidade e a fecundidade.

CELEBRAÇÕES

Suas cores são o branco e o azul. As oferendas a Iemanjá constam de flores brancas, rosas ou palmas, perfumes, moedas de níquel, sabonetes pequenos, espelhos e outros agrados, que são colocados na praia junto ao mar em balaios ou colocados num barquinho que é solto nas ondas. A bebida é a champagne, mas freqüentemente se usa o sidra espumante.

No Rio de Janeiro, a festa de Iemanjá é celebrada a 15 de agosto, dia de Nossa Senhora da Glória, com quem está identificada. Mas é na passagem do ano que se realiza a gigantesca e impressionante comemoração popular de Iemanjá, nas praias cariocas e fluminenses, o mesmo acontecendo em Santos e em Porto Alegre. Os "filhos de fé", com suas roupas brancas e colares de muitas cores, improvisam "terreiros" nas praias - um círculo de flores fincadas na areia e velas acesas e garrafas de bebidas e as comidas dos santos... Entoam-se cânticos rituais, ao som dos atabaques. "Baixam" os santos, a maioria Caboclos, que atendem as consultas dos crentes. O povo traz presentes para Iemanjá, com braçadas de flores brancas. Soltam-se no mar barquinhos com oferendas. Jogam-se moedas nas ondas, propiciando um bom Ano Novo.
Até há poucos anos atrás, as velas acesas se multiplicavam nas praias urbanas da Zona Sul que, vistas a uma certa distância, davam a impressão de que as estrelas haviam caído na areia. Era como se, à beira-mar, os "terreiros" se sucedessem. Hoje, a noite de Iemanjá transformou-se num show promovido pela TV e outros meios de comunicação, atraindo grandes multidões, que se movimentam e comprimem em tumulto. Em Copacabana, à meia noite, espetáculos pirotécnicos são realizados por grandes hotéis e firmas comerciais. Sucedem-se por toda a parte, perigosamente, os estouros ininterruptos de morteiros de mão, acesos por populares. Então o Mercadão de Madureira, juntamente com as Associações Espíritas Umbandistas e Candomblecistas, a partir do ano de 2003, decidiu por festejar Iemanjá no dia 29 de dezembro, longe da fúria contínua dos estampidos, o que foi apadrinhado pela prefeitura, encontrando um clima mais propício para cultuar Iemanjá, a rainha do mar.


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