13.2.13

Adoro Carnaval #1 e ele ainda não morreu!

Em período de grandes transformações políticas, sociais ou tecnológicas a cultura popular tende a se sentir ameaçada pelas mudanças. Com o samba e o carnaval não foi diferente ao longo do século 20 em diversos momentos de sua história, mas isso é uma história já narrada e pretexto para minhas nano crônicas.

Por sua característica de um texto curto e sintético sugerem ser pequenas anotações, frases mais ou menos soltas, tópicos para um futuro desenvolvimento, pensamentos, aforismas, etc.

Me veio a forma antes do conceito pela busca de um texto no Twitter com os seus 140 caracteres, e que contivesse princípio, meio e fim. Um desafio para nossa cultura com seus textos longos mais ou menos palavrosos e muitas vezes vazios, assim como para os pernósticos e prolixos. O meio põe o desafio à mensagem!

Esta forma que agora denomino e enquadro como Nano Literatura - #nanoliteratura - tem para mim como referência mais elaborada o excelente trabalho de Guellwar Adun com o seu Ogum's Toques e que me provocou com inspirações para alguns diálogos nano poéticos com meus comentários no Facebook para as suas publicações. 

Esta série #adorocarnaval surgiu no decorrer deste Carnaval 2013 em que arrisquei uma saída no sábado momesco no centro para Rio para saudar os foliões do quase centenário bloco carnavalesco Bola Preta. As "notas" foram saindo como espasmos poéticos-crítico, como me indagou Ele Semog por minha produção poética errática) num dos meus diálogos nano poéticos com a sua poesia.


#adorocarnaval 

negros pintados de preto auto caricaturados

Foto de Carlos Junior publicada no Facebook

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