7.4.13

O novo, o que será?

Minha intenção era de escrever uma ou duas frases sobre a minha sensação numa tarde de chuva que me lembrou a música de Jorge Ben "Chove Chuva". Mas o que postar? Repetir a clássica interpretação ou buscar uma outra? Devo transformar isso num dilema? Devo procurar o diverso, que é para mim, o novo? Será esta busca do novo uma condição para esse prazer cotidiano da chuva caindo? Ou é uma condição para publicizar minha percepção, o que me obriga ao novo? Ou a procura insaciável do novo é mesmo uma condição moderna? Ou será apenas um modo de estar mais ou menos alienante no espaço cotidiano? Ou não, é reinventar-se na fugacidade dos sentimentos nos tornando vítimas compulsivas do fugaz?

Como não nos repetirmos se o tempo é cíclico?
Ou modernos, nos tornamos prisioneiros do novo?
Será o novo, o que descubro, ou o que foi etiquetado?
Ou o novo é o simples, o espontâneo que irrompe num cenário cotidiano?
Será o novo, o ato criador resultado do longo processo da criação?
Ou o novo é antes de tudo um dilema entre o mesmo e o diverso?
Será o novo apenas uma ideia em busca do mesmo?
Ou o novo é o extraordinário, o fugaz e descartável?
Será o destino do novo tornar-se durável?
Ou o novo é o imaturo, diante do maduro
Ou o inacabado, diante do fim da obra?
Será o novo, todo recomeço?
Ou o novo é a felicidade lampejante, a energia pulsante?
Será o novo, o momento que dura cada prazer?
Será o novo, a busca de uma ilusão?
Ou o novo é hoje, o tempo sem fim?

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